Chega de achismos: 3 maneiras que a Estatística abre sua mente

De médico e louco, todo mundo tem um pouco. E de estatístico amador, todo mundo tem bastante! Diversas são as situações do dia a dia em que temos certeza quase científica de que decisão tomar, baseado em algo que ouvimos, achamos que ouvimos ou lemos na internet.

Uma pena! Quando comparamos nossas pequenas crenças com amplos dados estatísticos, percebemos o quanto nossa visão de mundo nem sempre corresponde ao que a vida real nos traz.

Não brigue com seu amigo porque recebeu uma mão ruim no Buraco

Seja no pôquer, buraco ou 21, a culpa de uma mão ruim com certeza é de quem embaralhou – principalmente se for um primo ou irmão mais novo. Mas quais as chances da sequência de cartas no baralho ser a mesma, ou ao menos parecida, após uma embaralhada profissional?

Para realizar esse cálculo, é necessário fazer a seguinte conta: 52 (número de cartas do baralho) x 51 x 50 x 49… até x 1 ( o famoso 52). A resposta é impressionante. A chance é de uma em 80,658,175,170,943,878,571,660,636,856,403,766,975,289,505,440,883,277,824,000,000,000,000.

buraco

Ou seja, cada vez que um dealer faz o seu trabalho, a probabilidade indica que ele está com uma sequência que ninguém, nunca, na história da humanidade, segurou em suas mãos.

Obs: Para os que assim como eu só jogam truco ou sueca, a chance é de: 81.591.528.324.7897.734.345.611.269.596.115.894.272.000.000.000. Então se o seu adversário sempre vem com o maldito Zap na mão, aí tem coisa.

Talvez você não precise de Viagra

A internet sobrevive de polêmicas, e uma das últimas foi sobre o chamado “viagra feminino”, o remédio chamado Flinbanserin. Indicado para casais que desejam melhorar sua vida sexual, a nova droga do momento gerou uma série de discussões. Uma delas baseada no famoso achismo.

Um problema percebido por alguns médicos é o que significaria, cientificamente, uma vida sexual pouco ativa. Na prática, esse conceito é baseado na expectativa do paciente – se ele (ou ela) imagina que está transando menos que o normal, começa a ficar preocupado. E aí que tudo se complica, como mostram alguns estudos realizados nos Estados Unidos.

O sociólogo Michael Kimmel conduziu um estudo com estudantes homens nos primeiros anos de faculdade. Segunda a pesquisa, a maioria dos entrevistados achavam que pelo menos 80% de seus colegas de turma tinham feito sexo no final de semana, enquanto o número real seria entre 5% e 10%. Rachel Hills, num estudo com mulheres, descobriu que elas acreditavam que o normal era que os casais fizessem sexo de 2 a 3 vezes por semana, enquanto os números da Pesquisa Nacional de Comportamento e Saúde Sexual indicaram uma frequência bem menor.

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A insatisfação, nesse caso, vem de expectativas irreais.

Acha que a juventude de hoje não presta e só quer saber de usar drogas?

Apesar dessa ser uma das frases preferidas da minha avó, ela não é bem verdade. Pelo menos nos Estados Unidos, onde estudos são bem mais fáceis de serem acessados.

O pensamento do passado idealizado, da infância pura, quando as crianças só queriam saber de brincar não é bem verdade. Não quando chegam os nerdões das estatísticas para desmitificar achismos comuns. Segundo cientistas da Universidade de Michigan, a única droga que teve um pico de crescimento – e que já voltou a cair – é o ecstasy. E isso inclui até mesmo cigarros.

familia

É só pensar nos desenhos antigos do Pernalonga e vemos que não é algo tão difícil assim de acreditar.

Nem sempre aquilo que tomamos por certo resiste ao teste dos dados. Por isso, é sempre inteligente reavaliarmos nossas opções com base nas novas informações que recebemos. Que tal repensar sua relação com seu plano de Internet? Acesse agora o site Seja NET, conheça o primeiro e-commerce de serviços de TV, Internet e Celular no país e mude você também!

About Stifler Mendes

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Blogueiro e fundador dos sites Criatives, DesignBrain e Curiozo com Z. Formado em Desenvolvimento Web e Design Gráfico, morador de São José dos Campos, apaixonado por séries e Counter Strike ♥