Pai relata o “nascimento” mais fofo do ano. Com 1,44m, 40 quilos e 10 anos – ELE NASCEU!

A história que você vai ver agora começa com a luta de um casal, em Florianópolis, Santa Catarina, para conseguir adotar uma criança. O mais novo pai do pedaço, Rafael Festa (sobrenome que relata bem seu atual momento de vida) narra os obstáculos que a família encontrou para conseguir o reconhecimento de algo que não tem preço: o sentimento de ter um filho.

“Nossa gestação não foi das mais convencionais. Não vimos nossa barriga crescer (exceto a minha, mas não por este motivo), mas nosso peito já não aguentava mais de tanto aperto. Não ouvimos seu coração bater através de uma máquina, mas o nosso acelerou quando uma porta abriu e ele veio em nossa direção.”

O depoimento de Rafael é emocionante, o que pode gerar um embate sobre o sistema brasileiro de adoção, assim também como um incentivo para homens e mulheres que estão vivendo a expectativa da adoção, um ânimo a mais para não desistirem.

“As nossas dores de parto foram as angustiantes semanas de espera por decisões burocráticas. E hoje, o nosso parteiro foi um juiz, sentado em uma cadeira, que assinou um papel e o nosso filho, finalmente, está em nossos braços. Não experimentamos desejos estranhos nem passamos por enjoos terríveis, mas Deus sabe quão ruins eram os domingos à noite, quando precisávamos levá-lo de volta à casa-lar.”

De acordo com o Cadastro Nacional de Adoção, no ano de 2016, o país tinha 35 mil pessoas na fila da adoção e, cinco famílias interessadas para cada uma delas. Um outro problema também, além da burocracia, se deve ao fato de que 70% não aceita adotar o irmão/irmã e 29% só querem meninas.

“Ainda somos “tio” e “tia”, e não nos importamos com isso. O amor incondicional vai além dos títulos. O amamos não pelo que ele sente por nós ou pelo que ele pode nos oferecer, mas sim por que queremos toda a felicidade do universo pra ele,” diz Rafael Festa.

Sabemos que o caminho para a adoção é muito difícil, exigindo paciência dos interessados, porém, certos cuidados do Cadastro Nacional de Adoção são compreensíveis, afinal, querem garantir que a criança esteja em boas mãos, recebendo aquilo que lhe foi tirado: o amor!

“Não podíamos bradar ao mundo todo que estávamos grávidos, mas sabíamos que o mundo seria pequeno para tanto amor.”

About Rafael d'Avila

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Publicitário. 22 anos. Morador de São José dos Campos. Muito curioso e pouco ansioso, ou vice-versa. Apaixonado por comida, escrever, internet e séries e filmes de terror.