Capa da National Geographic é aplaudida, mas o verdadeiro horror está em suas páginas internas

“Planeta ou Plástico?”, é essa a nova campanha lançada pela National Geographic, onde choca a todos ao mostrar como são terríveis as consequências pelo nosso vício em plástico.

O objetivo principal da revista é tentar fazer com que nós, consumidores, mudemos nossos hábitos em relação aos plásticos e cobrar as empresas para que embale os produtos corretamente. A própria National Geographic já está agindo de maneira diferente: se antes suavam plásticos para embalar os exemplares, hoje utilizam sacos de papel.

Os produtos mais problemáticos que a revista identificou foram os canudos plásticos, sacolas e garrafas, fazendo um apelo para que sejam substituídos, quando dentro do possível.

Por ano, 9 milhões de toneladas de plásticos são descartados, causando um grande impacto negativo no meio ambiente e na vida selvagem, e as imagens que você verá a seguir deixam isso muito claro.

A falha na informação também ajuda este número de descarte plástico crescer, é por isso que os pesquisadores da revista e cientistas trabalham juntos para trazer esses dados assustadores e informar as pessoas sobre este problema gravíssimo, em que não é dado tanta importância.

“Por 130 anos a National Geographic tem documentado as histórias do nosso planeta, fornecendo para audiências ao redor do planeta uma janela para a beleza da Terra, assim como as ameaças que ela enfrenta”, diz Gary E. Knell, CEP da revista em entrevista ao Daily Mail.

“Todos os dias nossos exploradores, pesquisadores e fotógrafos de campo testemunham em primeira mão o impacto nos oceanos do uso único do plástico, e a situação está ficando cada vez mais medonha”, acrescenta ele.

A fonte Cibeles, em frente a prefeitura de Madrid, está tomada pelas garrafas plásticas, mas ‘calma’, essa foi uma intervenção artística do grupo Luzinterruptus, onde espalharam temporariamente mais de 60 mil garrafas em três fontes da cidade para chamar a atenção das pessoas sobre o uso abusivo dos plásticos.

Quase metade de todo lixo plástico gerado no mundo é direcionado para embalagens, e a grande maioria não é incinerada ou reciclada.

Esta ave foi liberta pelo fotógrafo John Cancalosi logo após ele fazer a fotografia, na Espanha. As sacolas plásticas não matam somente um animal, pois sua carcaça se decompõe, mas o plástico dura por muitos e muitos anos, onde outras vítimas podem acabar ficando presas ou sufocadas.

Quase um milhão de garrafas plásticas são vendidas no mundo, por MINUTO!

A estimativa é que se as coisas continuarem assim, até 2050 todas as aves marinhas estarão comendo plástico.

Os cavalos marinhos se agarram em algas ou outros detritos naturais para aproveitarem as correntes oceânicas, porém, este da imagem abaixo pegou ‘carona’ em um cotonete. A imagem foi registrada nas águas poluídas de Sumbawa, uma ilha da Indonésia.

Esta imagem foi registrada embaixo de uma ponte em Bangladesh, onde uma família retira todos os rótulos das garrafas e as separam por cor: as transparente e as verdes. Ganham US$ 100 por mês pelo trabalho.

Na Espanha, o fotógrafo libertou essa tartaruga marinha que estava presa nesta rede de pesca de plástico, o animal conseguia esticar o pescoço para respirar, mas não viveria por muito tempo naquelas condições. A “pesca fantasma” (quando animais são capturados em redes abandonadas) é uma grande ameaça, principalmente, para as tartarugas marinhas.

Essas hienas vivem rodeadas de plásticos, na Etiópia, já ficam no aterro aguardando os caminhões de lixo para procurarem por alimento.

About Rafael d'Avila

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Publicitário. 22 anos. Morador de São José dos Campos. Sempre curioso. Apaixonado por dinossauros, TV e filmes e séries de terror.