Museu no México abriga 111 múmias formadas “naturalmente”. Chega a ser assustador!

Se houvesse uma premiação dedicada a prestigiar o museu mais mórbido do planeta, o Museu das Múmias, em Guanajuato, México, certaria estaria no páreo!

O Museu abriga a maior coleção de múmias naturalmente formadas do mundo – isto é, os corpos de 111 habitantes locais, preservados naturalmente graças às condições incomuns do solo. Mas o que todos esses corpos estão fazendo em um museu subterrâneo em vez de serem enterrados no cemitério que está imediatamente acima? É uma história em partes igualmente tristes e fascinantes, como você verá abaixo.

Expulsos do solo

Em 1865, Guanajuato passou por um grave problema. Devido à epidemia contínua de cólera, seus cemitérios estavam ficando superlotados e o custo de manutenção deles aumentava a cada dia. Então a cidade instituiu uma política que pode parecer cruel hoje. Cidadãos com um membro da família no cemitério poderiam pagar uma grande quantia de dinheiro de uma só vez para utilizar o cemitério de forma vitalícia, ou pagar um “imposto de sepultamento” anual de custo menor. Caso contrário, seus entes queridos seriam desenterrados e o espaço aberto seria dado para um cliente pagante. O primeiro desses desafortunados cuja família não conseguiu cobrir a taxa foi o Dr. Remigio Leroy, e quando o cavaram em junho daquele ano, descobriram que seu corpo estava notavelmente bem preservado.

Mais corpos foram desenterrados, principalmente de pessoas um dia muito pobres, e virtualmente todos eles com corpos interessantemente bem preservados. Verdadeiras múmias.

Os mais bem preservados entre eles foram armazenados em um ossuário sob o cemitério, caso as famílias juntassem dinheiro suficiente para outro enterro. Mas, com o passar dos anos, a coleção macabra cresceu e, no início do século XX, os trabalhadores do cemitério começaram a permitir que os visitantes os vissem por alguns pesos (dinheiro local).

As múmias

A maioria das múmias sequer tem nome: foram esquecidos com o passar das décadas. Alguns personagens notáveis ​​permanecem, no entanto. Você ainda pode visitar o Dr. Leroy em seu mausoléu de vidro e até mesmo admirar suas costelas compridas e espessas. Outro morador do museu é Ignacia Aguilar, que teria sido enterrada viva. Mas provavelmente a múmia mais famosa do museu nunca teve nome algum. Chamada de “a menor múmia do mundo”, essa criança nasceu por cesariana, mas nem ela nem a mãe sobreviveram.

Agora, pais e filhos são enterrados para sempre na mesma sala do museu e, como a maioria das outras múmias, eles podem ser vistos nas roupas em que foram enterrados.

Fim da crueldade

A taxa de sepultamento terminou em 1958, e o ossuário foi transformado em um museu oficial cerca de 10 anos depois. Desde então, as múmias tornaram-se uma parte icônica de Guanajuato, impulsionando o turismo e até aparecendo inesperadamente em filmes – como o longa de ação “O Santo vs As Múmias de Guanajuato (1970)”, por exemplo.

Ray Bradbury visitou as múmias antes de o museu ser oficializado e se sentiu imediatamente inspirado a escrever uma história sobre o assunto. Mais tarde, chego a dizer numa entrevista: “A experiência de poder vê-las (as múmias) me feriu e me aterrorizou, eu mal podia esperar para fugir do México, eu tinha pesadelos sobre morrer e ter que ficar nos corredores dos mortos com aqueles corpos apoiados e presos”. Nós entendemos, Ray. Mais tarde, ele lançou um livro sobre o museu de Guanajuato.

Este museu tem 111 corpos mortos em exposição

O que você achou das múmias e a história macabra por trás do museu? Teria coragem e interesse de conhecer o local pessoalmente? Comente!

About Gabriel Pietro

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Gabriel Pietro têm 19 anos, é Web Designer e Criador de Conteúdo do Acervo Ciência, escrevendo diariamente para o site. Já bancou uma de técnico de informática, e ainda banca de astrônomo amador, sua maior paixão. Atualmente gradua-se no curso de Gestão da Informação, na Universidade Federal de Uberlândia, que não sabe se é de exatas ou de humanas. Assim como ele. Também é aficionado por cinema, comics, política, economia, tretas e música indie. Bata tudo isso no liquidificador e tente entender sua cabeça.