Após 50 anos, eles ficaram chocados quando abriram um tronco e encontraram um cachorro mumificado nela.

Enquanto cortavam lenha, alguns homens avistaram, surpresos, no topo de um carvalho colocado em seu caminhão, um cão de caça preso dentro do tronco.

Tratava-se de um cachorro mumificado e empalhado que morrera tentando sair de um tronco que acabara se tornando seu caixão.

Tudo começou na década de 1960, quando este cão caçador encontrou “algo” no fundo de uma árvore oca e subiu a cerca de 8 metros de altura. Aparentemente, o cachorro estava perseguindo algo dentro da árvore, como explica Bertha Sue Dixon, do Museu Southern Forest World.

Conforme o cão caçava, o espaço diminuiu até que ele ficou completamente preso. Ele nunca pegou sua presa e ninguém o retirou daquele lugar. Ali permaneceu em sua eterna luta para escapar.

Vinte anos depois, madeireiros encontraram o cão mumificado. Eles decidiram doar a árvore em que o cachorro estava para o museu, onde o animal é exibido atrás de um vidro. O cachorro mumificado foi apelidado de “Stuckie” e se tornou uma das principais atrações do museu.

Como o cadáver do cão mumificado foi mantido sem qualquer técnica do tipo, como a mumificação egípcia?

A resposta está nas propriedades da árvore.

Normalmente, os micróbios começam a comer o corpo de um animal ou pessoa morta. O corpo incha e se decompõe, e bactérias, fungos, insetos e outros animais comem os restos.

Mas isso não aconteceu com Stuckie dentro do carvalho-castanho. Os castanheiros contêm tanino, que é usado para bronzear peles de animais e evitar a decomposição. O tanino é um “dessecante” natural ou material que absorve a umidade e seca o ambiente.

Assim, a baixa umidade do ambiente interrompeu a atividade microbiana, explicou Killgrove.

A posição e a forma da árvore, com o ar soprando para cima, também ajudaram Stuckie a permanecer como estava. A ventilação dificultava que os outros animais soubessem que havia carne morta na árvore.

O que Stuckie estava perseguindo escapou, mas ele permanece dentro da árvore que o manteve como uma múmia que muitas pessoas curiosas agora visitam no museu.

Se esses lenhadores não tivessem cortado a árvore, quantos anos mais se teriam passado até que alguém encontrasse a fascinante múmia canina? Uma história muito curiosa, você não acha?

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About Gabriel Pietro

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Gabriel Pietro têm 20 anos, é redator e freelancer. Fundou o Projeto Acervo Ciência em 2016, com o objetivo de levar astronomia, filosofia e ciência em geral ao amplo público brasileiro. Em dois anos, o projeto alcançou milhões de internautas e acumulou 400 mil seguidores no Facebook. Como redator, escreveu para o Sociologia Líquida, Explicando, Segredos do Mundo, Área de Mulher, Criatives, Razões para Acreditar e Feedty. Ainda não sabe se é de humanas ou exatas, Marvel ou DC, liberal ou social-democrata. Ama cinema, política, ciência, economia e música (indie). Ainda tentando descobrir seu lugar no mundo.