Isso é o que aconteceria se você respirasse o ar do lugar mais frio da terra.

Os pequenos vales e montanhas localizados no manto de gelo da Antártida, no Pólo Sul (o continente gelado), são o lugar mais frio do planeta. A temperatura lá é de -98 graus Celsius – é tão frio que se respirássemos um pouco, naquele instante morreríamos.

Uma equipe de cientistas registrou essa temperatura extrema na capa de gelo no centro territorial da Antártida durante o longo e escuro inverno polar. De acordo com a Geophysical Research Letters, a equipe acredita que esta é a temperatura mais fria (e mais extrema) que o nosso planeta azul pode alcançar. Além disso, quebrou o recorde anterior que data de 2013 e que havia estabelecido a menor temperatura a -93 ºC no Planalto Antártico Oriental.

O clima extremo não é adequado para os seres humanos, porque se alguém inala algumas baforadas desse ar tão frio, sofrerá uma hemorragia instantânea nos pulmões. Para se ter uma ideia, cientistas russos que checaram a temperatura da estação meteorológica usavam máscaras que aqueciam o ar antes de inalá-lo.

Este nível de temperatura na Terra é possível devido a ventos rápidos e céu limpo, mas eles não são o fator chave. As pequenas depressões ou abismos na camada de gelo da Antártida acumulam o ar frio, denso e intenso, aglutinando temperaturas extremamente baixas, onde pode permanecer por vários dias. Isso faz com que a superfície e o ar acima dela se resfriem ainda mais.

O novo recorde de -98 ° C poderia ser superado novamente se as condições ambientais necessárias fossem mantidas constantes por várias semanas, embora isso seja considerado muito improvável.

Caso isso aconteça, a equipe de pesquisadores já está trabalhando no projeto dos instrumentos que lhes permitam sobreviver e trabalhar em lugares ainda mais frios, além de medir as temperaturas do ar e da neve. Será que poderíamos registrar temperaturas ainda mais baixas na Terra?

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About Gabriel Pietro

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Gabriel Pietro têm 20 anos, é redator e freelancer. Fundou o Projeto Acervo Ciência em 2016, com o objetivo de levar astronomia, filosofia e ciência em geral ao amplo público brasileiro. Em dois anos, o projeto alcançou milhões de internautas e acumulou 400 mil seguidores no Facebook. Como redator, escreveu para o Sociologia Líquida, Explicando, Segredos do Mundo, Área de Mulher, Criatives, Razões para Acreditar e Feedty. Ainda não sabe se é de humanas ou exatas, Marvel ou DC, liberal ou social-democrata. Ama cinema, política, ciência, economia e música (indie). Ainda tentando descobrir seu lugar no mundo.